Em maio, o PNC propõe-se intencionalmente aproximar a vida natural e a das culturas humanas com recurso ao cinema. Através de cinco obras singulares cruzamos dois eixos: a Biodiversidade, que defende o equilíbrio na nossa relação com a natureza, e a Diversidade Cultural, que valoriza e procurar equilibrar o mosaico de identidades que compõem a humanidade.
Assim, para 21 de maio, Dia Mundial da Diversidade Cultural para o Diálogo e o Desenvolvimento, focamo-nos na realidade da experiência humana, com três filmes que afloram a violência das migrações e a discriminação das comunidades ciganas em Portugal, sugerindo um diálogo profícuo sobre questões de inclusão e preconceito. São eles: Flee - A Fuga, 2021, de Jonas Poher Rasmussen, um documentário animado sobre a história de um refugiado afegão; Rhoma Acans, 2012, e Balada de Um Batráquio, 2016, de Leonor Teles, onde a cineasta promove a desconstrução de estereótipos acerca das comunidades ciganas em Portugal.
Em 22 de maio, Dia Internacional da Biodiversidade, celebramos a importância da preservação da variedade biológica e os riscos da perda de espécies com dois filmes extraordinários: em Percebes, a curta-metragem portuguesa de Alexandra Ramires e Laura Gonçalves, mergulhamos na costa portuguesa para entender a relação simbiótica entre o mar, o trabalho humano e os frágeis ecossistemas que habitam nas rochas. Já em Flow - À Deriva, de Gints Zilbalodis, somos transportados para um mundo onde a natureza reconquistou o seu espaço, acompanhando a jornada de sobrevivência de um gato num cenário pós-apocalíptico — uma lição visual sobre a interdependência de todas as espécies na sua relação com a natureza.
