O cinema de animação nacional e internacional estão em foco neste mês de janeiro com novas estreias no streaming do PNC:
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A curta-metragem Percebes (2024), de Alexandra Ramires e Laura Gonçalves é uma aclamada obra de animação documental, que se foca na atividade da pesca dos percebes, no Algarve, refletindo sobre a relação do homem com o mar e o sobre o impacto do turismo massificado na vida de uma comunidade. Recebeu o Prémio Cristal de Melhor Curta-Metragem no Festival de Annecy (2024).
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A Mais Preciosa Mercadoria (2024), de Michel Hazanavicius - Em plena 2.ª Guerra Mundial, um pobre casal de lenhadores vivia numa vasta floresta, cercados por um ambiente de frio, fome, miséria e guerra que tornavam a vida insuportável. Um dia, a pobre lenhadora encontra um bébé na neve, lançado de um dos muitos comboios que atravessavam a floresta. O bébé é protegido pelo casal e acaba por transformar por completo a vida de ambos, mas também do homem que atirou a pequena «mercadoria» pelo comboio. Realizado por Michel Azanavicius, autor de ascendência judaica, o filme adapta o conto homónimo de Jean-Caude Grumberg, escritor e dramaturgo francês cujos avós e pais foram brutalmente assassinados em Auschwitz.
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O Tempo Contigo (2019), longa-metragem de animação do japonês Makoto Shinkai. Trata-se de uma história que tem dois adolescentes como protagonistas: um rapaz, Hodaka, que foge da ilha onde vive com os pais para tentar a sua sorte na misteriosa, moderna e consumista cidade de Tóquio, e uma rapariga, Hina, que, após a morte da mãe, fica a viver sozinha com o irmão mais novo, recorrendo a pequenos trabalhos para sobreviver. Em Tóquio, Hodaka depara-se com uma metrópole agitada e chuvosa, encontra um emprego numa revista e apaixona-se por Hina, a jovem que, aparentemente, tem o poder de manipular de forma mágica o tempo. Em O Tempo Contigo, Makoto Shinkai articula um enredo romântico com uma fábula climática semi-apocalíptica e repleta de elementos sobrenaturais, bem dentro dos ambientes e características a que o cinema de animação japonês já nos habituou.
